sexta-feira, 7 de março de 2014

Horizonte 2020

Nos últimos dias a comunidade apícola tem sido de alguma forma "desassossegada" com um pretenso projeto apícola com base no própolis.

Esse "desassossego" tem por base uma abordagem feita num grupo do facebook e onde alguém, que sem qualquer ligação à comunidade apícola nem com currículo conhecido dentro da especialidade, vem abordar a comunidade pedindo a colaboração dos apicultores, sugerindo que se trataria de um projeto que traria rentabilidade económica e que até impunha logo alguns requisitos tais como a necessidade de ter escrita organizada.

Claro que a comunidade apícola tal como qualquer outra, padece de alguma carência económica e qualquer sugestão de rendimentos é logo apetecível, no entanto essa senhora doutora e apesar de questionada várias vezes e por diversas pessoas recusou-se e escudou-se sempre em explicar aquilo que para qualquer era mais que obvio, ou seja quais as reais intenções desse projeto e quais os possíveis rendimentos para o apicultor e apicultura.

Feita esta introdução, como que uma reposição da verdade, e depois de ter sido abordado alguém com ligação direta ao projeto, o que se passa e para o qual e neste ponto é pedida a colaboração dos eventuais apicultores interessados e nesta fase sem qualquer finalidade lucrativa, é a analise das potencialidades de candidatura ao  projeto que dá o titulo a este artigo ou seja a candidatura ao projeto "Horizonte 2020".

Este projeto envolve inicialmente a FCULisboa, está no entanto e quanto me foi informado aberto à adesão a outras universidades e a outros entidades ou mesmo particulares interessados em participar.

Será feito aqui no blog num futuro muito próximo a divulgação da ações já tomadas, das ações a empreender, bem como as potencialidades de alternativas ao próprio própolis.

Fica aqui a ata da reunião preparatória já realizada, sendo que isto deve ser a até ao presente momento entendido como um projeto!

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Com início às 17h do dia 27 de Fevereiro de 2014, realizou-se, nas instalações do Edifício C8 da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), Campo Grande, Lisboa, uma Reunião Exploratória para a troca de informação, discussão e constituição de um Consórcio alargado sobre a Própolis entre Empresários/Produtores Individuais/Cooperativas e outros representantes de Associações de Produtores, Técnicos ou Profissionais da Apicultura em Portugal e com vista à preparação de uma Candidatura ao Horizonte 2020 – Programa-Quadro Comunitário de Investigação & Inovação.


Esta Reunião foi informalmente convocada pela Dr.ª Teresa Cunha, a partir de uma rede inicial, particular, não exclusiva e não exaustiva, previamente coligida.
Estiveram presentes os Professores Drs. M. Helena Florêncio e Belarmino Barata (FCUL), que coorientaram a Reunião e a discussão com a Dr.ª Teresa Cunha, as Dr.ª Teresa Salles Luís e Dr.ª Hélia Rodrigues da Fundação da FCUL (FFCUL) e os seguintes convidados, a quem agradecemos terem podido estar presentes, os Ex.mos Srs. Afonso Silva, Andreia Isabel Chasqueira, António Couto, Dr. António Vítor Hermenegildo, Denis Kern Hickel, Dinis Neves, Edite Maria P Ferreira, Dr. Filipe Dionísio, Frederico Pereira, Hugo Caeiro, João Simões Cristóvão, Júlio Ricardo, Dr. Luis Estrela, Pedro Caetano, Pedro Coroa, Sérgio Gouveia e Vítor Couceiro, e, ainda, os Ex.mos Srs. Francisco Rogão, Harald Hafner, Eng.º Osvaldo Silva e Eng.º Rogério Pires que conseguiram manter um contacto parcial através de videoconferência (SKYPE).


A Reunião permitiu que os diferentes convidados e interlocutores se (re)conhecessem, tendo ficado claro que o conjunto de pessoas presentes, não constituindo a totalidade, era representativo da grande diversidade, não apenas geográfica, dos problemas, aspirações e necessidades dos Profissionais e Produtores Portugueses ligados à Apicultura.
A Fundação da FCUL, através das Dr.as Teresa Salles Luís e Hélia Rodrigues começou por agradecer a presença de todos e a alertar para alguns requisitos fundamentais na formação do Consórcio ou parte no Horizonte 2020 – Programa-Quadro Comunitário de Investigação & Inovação (https://www.fc.ul.pt/pt/unidade/horizonte-2020), nomeadamente, a participação de, pelo menos, 3 Países, a centralidade das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) na elegibilidade, a existência de um seu registo individualizado (gratuito!) numa Plataforma da União Europeia e de uma contabilidade organizada; esclareceu que, consoante as Temáticas/"Calls" por nós escolhidas para Concurso, assim as modalidades de financiamento variariam, desde um "Flat Rate" até a uma comparticipação (que poderá atingir os 70-90%) por parte da União Europeia; a FFCUL, e seguramente, as Associações ou a Federação dos Apicultores, têm acesso a esta informação, disponível nos seus "sites" e nos do Horizonte 2020 – Programa-Quadro Comunitário de Investigação & Inovação (http://ec.europa.eu/programmes/horizon2020, http://www.gppq.fct.pt/h2020/h2020.php, http://www.pofc.qren.pt/media/noticias/entity/horizonte-2020--candidaturas-abertas?fromlist=1), pelo que numa fase posterior, serão analisadas e seleccionadas. A Fundação da FCUL, além de gerir financeiramente a eventual participação da FCUL, disponibiliza-se para todos os esclarecimentos, independentemente da Entidade Gestora deste Projeto que venha a ser obrigatoriamente (!) constituída.

Para o "Projecto Própolis Portuguesa (PPP)" (designação provisória), foram tentativamente apresentadas as seguintes Temáticas/"Calls": A- "Saúde, Alterações demográficas e Bem-estar" e B-"Acção climática, Ambiente, Eficiência de recursos e Matérias-primas: 1- Crescimento em baixo carbono, economia eficiente de recursos com um fornecimento sustentável de matérias-primas, 2- Waste: um recurso para reciclar, reutilizar e recuperar matérias-primas". Independentemente da escolha, foi reconhecido que não há tempo para montar (para os próximos três anos!) a estrutura deste Consórcio Europeu antes do final de Abril, pelo que nos candidataremos a "Calls" previstas a partir de Agosto de 2014. Nessa altura, teremos de ter as descrições Técnico/Científicas, a distribuição das Tarefas (Tasks) por entre todos os Parceiros Nacionais e Europeus, a previsão da produção dos Relatórios Parciais e Final correspondentes às suas execuções e calendarizações, os Acordos de Participação, de Confidencialidade, os Compromissos de disseminação da Informação, de Formação, de Educação, de Percepção Pública da Investigação e da compatibilidade Ambiental e Ética para com as Leis da União Europeia, a definição das Entidade Gestora e a Gestão do Projecto e toda a documentação legal dos Parceiros Nacionais e entre os Parceiros Internacionais, prontas até final de Agosto 2014.

Foi referido e discutido, entre os participantes na Reunião, a disponibilidade em publicitar e convidar todas as possíveis Empresas Produtoras e Entidades do nosso País ligados à Apicultura, no sentido de se constituir um forte Consórcio em Portugal para esta candidatura Europeia; foi salientado o interesse em informar e juntar as Associações de Produtores, a Federação Nacional de Apicultura, outras estruturas do Sistema Científico Nacional ligadas ao sector e não presentes; foi dada a informação dos contactos internacionais que estão a ser realizados, convidando diferentes Universidades Europeias a participarem e dinamizarem as PMEs dos seus Países, dando corpo à formação de um Consórcio Europeu, candidato a financiamento no âmbito do Horizonte 2020 – Programa-Quadro Comunitário de Investigação & Inovação e dedicado ao tema da Própolis.


Foi salientada a necessidade de concertação dos objectivos, metodologias e interacção com a experiência e o trabalho já realizado por diferentes Grupos (nomeadamente, Departamentos Universitários) Europeus e/ou em Países que têm Acordos de Associação com a União Europeia.
Procedeu-se a uma ronda de mútua apresentação e informação dos presentes, com ênfase sobre os objectivos desejados e expectáveis na concretização deste PPP, dentro do Consórcio Europeu, resultando clara a necessidade de Valorização Científica e Comercial da Produto e de seus derivados (ex. as tinturas de Própolis), o Aumento da sua produção, a mudança da Visão e de Educação/Informação pública sobre a Própolis; comentaram-se as Novas Aplicações de Própolis na Agricultura Biológica e sustentável, fornecendo Novos Produtos Fitoquímicos como antifúngicos, biocidas ou pesticidas Naturais; de entre as informações trocadas foi referido a necessidade de definir a sua Tipologia por área Geográfica e a respectiva valorização e, no limite, o interesse em se caminhar para uma Certificação (do tipo DOC), de uma Etiqueta de Qualidade; sobre a possibilidade de constituição e participação de uma Central de Compra para a Comercialização da Própolis Portuguesa certificada.


Foi reconhecido que estes objectivos implicam, a par da Caracterização Físico-Química, Biológica, Funcional e de Análise de Correlação, a partir de amostras representativas recolhidas e centralizadas ao longo dos três anos no espaço nacional, uma discussão e acordo sobre muitas questões metodológicas, desde a utilização (ou não) de (um novo tipo de)
Colmeia (Protótipo), disseminado nos vários apiários dos vários Produtores participantes, sem que isso colida com a coexistência dos outros tipos de colmeia já em utilização; sobre os métodos de recolha da Própolis e a sua separação; sobre a necessidade de Formação, entre os participantes no Consórcio PPP, de modo a uniformizar práticas, marcação de amostras e sua identificação e conservação; a necessidade de Mapear a Tipologia da Própolis ao nível do Produtor, ligado a esta ou àquela Associação/Região; além da sazonalidade das recolhas, a necessidade de juntar toda a caracterização da Flora circundante a cada tipo e produção de Própolis, para futura correlação com as componentes particulares identificadas no tempo e no espaço; a valorização e caracterização de novas moléculas de entre as classes de compostos existentes, para além das variações de concentração daqueles que são comuns a todos os tipos de Própolis; a questão da Própolis do tipo 2 a partir da extracção da cera; comentou-se sobre a complementaridade e correlação com estudos genéticos em Abelhas, nomeadamente as Rainhas; neste ponto foi recusada a utilização de Apis melífera caucásica e a pertinência da caracterização da Apis melífera Ibérica, à semelhança do que já sucede em Espanha (Biscaia).


Para além de objectivos Académico/Científicos, a FCUL está, igualmente, interessada nos processos de Produção, Valorização Comercial e Tecnológica da Própolis, dos seus derivados e componentes particulares, colaborando com os Produtores/Empresários Individuais, Cooperativos e as suas Associações representativas, em todo o País. Na impossibilidade de todos os presentes quererem participar no PPP, a FCUL manterá o seu interesse em apoiar e integrar o Consórcio que se venha a constituir com alguns dos Empresários/Produtores Individuais ou Cooperativas que persistam neste propósito e de Acordo com as Regras do Horizonte 2020 – Programa-Quadro Comunitário de Investigação & Inovação.

Foi decido contactar os Investigadores de outras Universidades Nacionais que já têm trabalho e experiência nestes aspectos muito importantes, mas complementares ao programa de trabalho que estabelecermos.

Esta Reunião foi apenas a primeira. Como nenhuma Entidade foi excluída, apesar de circunstancialmente não presente por não convocada, foi decidido alargar a informação e reiterar a intenção de manter abertas todas as possibilidades de participação neste Consórcio sobre a Própolis, a todos os Profissionais, Produtores e Entidades ligadas à Apicultura Nacional. Solicitou-se, antes do fecho da Reunião (20h), a publicitação da sua efetivação, para todos os contactos que os presentes, individualmente, acharem por bem incluir.

FCUL, em 28 de Fevereiro de 2014.

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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Óleos essenciais - conclusão


Os óleos essenciais que foram testados até hoje são vários, sendo que os mais comuns e talvez os que melhores resultados têm apresentado são o wintergreen, o óleo da árvore do chá, o patchouli, o lemongrass, o sprearment, timol, entre outros.
As dosagens são variáveis de produto para produto, além de que podem ser usados em combinação vários destes produtos

A estratégia de aplicação mais comum é através da alimentação suplementar, sólida ou liquida.
Partindo do princípio que pretendemos administrar o produto através de alimentação líquida, o vulgar xarope de açúcar então faz-se o xarope na proporção de 1 para 1, ou seja 1kg de açúcar, 1 Lt de água, eventualmente pode ser usada água engarrafada para evitar os desinfetantes adicionados à água para consumo humano. O açúcar é dissolvido na água, não é necessário aquecer a água pois em água quente estes óleos tendem a evaporar, e deve adicionar umas gotas de sumo de limão ou vinagre para que a mistura não azede.

Posto isto e de acordo com o produto que pretender usar as dosagens serão variáveis
Por exemplo pode usar 2cc de wintergreem para 1kg de açúcar, ou 1cc de wintergreen mais 1cc patchouli.

Dado que os óleos não se misturam facilmente com a agua é necessário fazer uma emulsão, deve retirar uma quantidade de xarope 1dl ou 2 dl, usar por exemplo a tradicional “varinha mágica” e adicionar o ou os óleos a essa quantidade de água e bater até que obtenha uma mistura leitosa e homogénea, quando conseguido deve juntar o resto do xarope e tornar a homogeneizar.
A homogeneização é mais fácil e rápida se por exemplo for usado para mel e os óleos forem previamente misturados ao mel, apenas e de acordo com a forma como for alimentar pode estar a despoletar a pilhagem.

Se usar mel deve ferve-lo de forma a ser esterilizado de alguma potencial doença de abelhas que o mesmo contenha.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Óleos essenciais e o combate à varroa


A minha publicação sobre as equivalências das unidades ditas americanas/inglesas e as portuguesas abriu portas a algumas dúvidas que me tem vindo a ser colocadas em privado, isto porque a publicação em causa se refere diretamente ao controlo da parasitação por varroa e também segundo apontam muitos estudos, à prevenção e controlo da doença do vírus da traqueia nas abelhas.
A parasitação por varroa é um dos mais preocupantes, senão o mais preocupante, problema com que as abelhas e por consequência os apicultores se veem a debater nos últimos anos e avaliar pelo panorama atual da apicultura continua completamente fora de controlo.

Até aqui e sobretudo nos países em que a industria química/fitofarmacêutica maior poder tem sobre os decisores técnicos/políticos, os únicos produtos que têm sido apresentados como solução tem sido aqueles que a referida industria tem tido interesse em comercializar sendo que a sua eficácia tem sido pouca ou nenhuma, basta avaliar os resultados, uns porque não estavam "afinados" para a realidade portuguesa, outros porque tem como base produtos cancerígenos já anteriormente proibidos sobre outras designações, a maioria deles deixando imensos resíduos tanto em mel como em ceras e outros ainda que não passam de placebos.
No entanto a pesquisa sobre formas de combate a este problema não tem parado e há anos que é conhecida a eficácia dos óleos essenciais no combate a esta infestação. Muitos são os estudos já publicados sobre o uso, quantidades e eficácias de vários desses produtos.

Estes produtos são biológicos, compatíveis com o método de produção conhecido por MPB, são mais eficazes que os alternativos propostos pela indústria fitofarmacêutica e sobretudo são mais baratos.
O recurso a estes produtos, normalmente requer uma abordagem diferente do problema da varroa, que passa pelo entendimento do ciclo de reprodução da varroa e interferir ou mesmo inviabilizar o mesmo.

Obviamente que estes produtos, cada um com um diferente grau de eficácia já testado, também matam a varroa por contacto, no entanto a sua melhor eficácia é na inviabilização da reprodução da varroa, sendo isso conseguido pela introdução destes produtos na cadeia alimentar da abelha, através de alimentação suplementar, sólida ou liquida, que o apicultor disponibiliza às suas abelhas e que as mesmas fazem chegar às suas larvas através da alimentação das mesmas.
Obviamente que solução perfeita, ou seja a eficácia dos 100% ainda não foi atingida pelo homem, mas os resultados dos estudos já feitos falam por si, e claro cada um é livre de fazer as suas experiências e tirar conclusões, peço apenas que quem o fizer, respeite todas as boas práticas que vão desde o cuidado com o manuseamento de alguns destes produtos, até a um teste prévio sobre o grau de parasitação das suas abelhas e a necessidade de intervenção.

Quem necessitar de mais informações, sinta-se convidado a colocar as suas questões.
 
(Gaultéria - Wintergreen)

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Para aqueles que usam práticas biologicas no combate à varroa e não só ...

Porque nesta altura deve ser feito um despiste de uma eventual parasitação com varroa, e porque no caso dele dar positivo, um dos vários métodos eficazes do controlo da mesma é através do uso de óleos essênciais, muito apicultores deparam-se com o problema de não saberem as doses a usar. Fica aqui uma tabela de equivalências entre as unidades portuguesas e as inglesas "imperiais".

1 pound = 453.6 gramas = 0.453 Kg

1 Kg = 2.2046 pounds
1 pint = 2 cups
1 ... fluid ounce = 29.6 cc = 6 teaspoons = 2 tablspoons = 1/8 cup
1/2 ounce = 14.8 cc = 3 tsps.= 1 tablespoon
1/4 ounce = 7.4 cc = 1 1/2 tsps. =1/2 tablespoon
1 cc = 0.0338 oz. = 20-25 drops from a standard medicine dropper
10 cc = .338 oz or about 1/3 ounce = 2 teaspoons
1 fluid dram = 3.7 cc = 0.125 ounces = 1/8 oz. = 3/4 tsp.
1 teaspoon = 1.33 fluid drams = 4.93 cc or = approximately 5 cc = 1/6 oz.
3/4 tsp = 3.7 cc
1/2 tsp. = 2.46 cc or = approx. 2.5 cc
1/4 tsp. = 1.23 cc
1/8 tsp = 0.62 cc
1 Tablespoon = 3 teaspoons = 4 drams = 14.8 cc or = approximately 15 cc = 1/2 oz.
1 cup = 8 ounces or 1/2 pound = 1/2 pint = 236.6 cc = 16 tablespoons
1/2 cup = 4 ounces = 1/4 pint = 118.3 cc = 8 tablespoons
1/3 cup = 2.666667 ozs = 78.9 cc = 4 2/3 tablespoons
1/4 cup = 2 ounces = 59.1 cc = 12 teaspoons = 4 tblspns.
1/8 cup = 1 fluid ounce = 29.57373 cc = 8 drams = 6 teaspoons = 2 tablespoons

1 common ounce dry weight (avdp.) = 28.34952 gramas
1 cup sugar = 218.3 gramas (by experiment) = 7.7 oz. Avdp.
1 cup crisco = 217.36 gramas (by experiment) = 7.66 oz. Avdp.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Doenças e infestações

Começa a aproximar-se a estação suprema da apicultura, ou seja a explosão primaveril de flores, com os respetivos pólens e néctares. No entanto e devido ao aumento da temperatura ambiente em conjunto com a existência de muita humidade tanto no ar como dentro das colmeias, esta é também a altura ideal para o aparecimento da maioria das doenças das abelhas. Dentro dos problemas relacionados com as abelhas, um deles, quiçá o mais importante ou no mínimo um dos maiores focos de disseminação de doenças nas abelhas é a varroa ou varroose, que não sendo uma doença, é uma parasitação, abre caminho ao aparecimento de outras doenças associadas à sua presença. Sendo um problema da abelha adulta, para quem não sabe a varroa é um parasita em tudo semelhante a uma pequena carraça, que se agarra e suga a hemolinfa ou seja o sangue das abelhas debilitando-as e levando a abelha adulta a uma morte prematura, no entanto este parasita reproduz-se na criação das abelhas, nas suas larvas. Por nesta altura ainda não existir no ninho de uma colmeia de abelhas melíferas, um grande numero de criação é a altura ideal para testar a presença deste acarro antes de qualquer tentativa de o exterminar, evitando não só tratamentos desnecessários que se traduzem em investimento económicos desnecessários bem como evita também que o acaro ganha resistências aos produtos usado no seu combate. Daí que antes de qualquer intervenção deve ser feito um teste da presença e percentagem de parasitação. Vários são os métodos simples com isso pode ser feito sendo que o mais prático de ser realizado é feito polvilhando as abelhas com açúcar em pó, na colmeia sujeita a este teste é previamente colocada uma cartolina branca, engordurada por exemplo com óleo alimentar ou azeite, é colocada no fundo da colmeia e vai servir para que no fim do teste se possam ver, ou não as varroas caídas. É um teste muito pratico e permite também um tratamento de emergência que reduz quase de instantâneo a carga de parasitas nas abelhas, não pode no entanto ser considerado um tratamento. O método de funcionamento deste teste é do mais simples possível, as abelhas são polvilhadas com o açúcar e por este facto entram num frenesim de limpeza que leva a que se limpem do parasita, esse parasita cai no fundo da colmeia ficando preso na cartolina engordurada. Este teste peca por não ser possível determinar uma percentagem de infestação. Outro teste também simples de realizar e que já permite cacular uma percentagem de infestação é capturar do ninho uma quantidade de abelhas, fecha-las num frasco ao qual se junta água cum por exemplo umas gotas de detergente da loiça. O frasco é agitado, as abelhas morrem e as varroas soltam-se do seu hospedeiro. No fim filtra-se tudo através de um pano preferencialmente branco, que vai permitir contar o número de varoras encontradas, ao mesmo tempo contam-se as abelhas sujeitas ao teste e é fácil de encontrar a potencial percentagem de infestação, por exemplo contamos 60 abelhas e encontramos 10 varroas temo suma percentagem de 16.6% ((10 x 100) /60 =16.6). Ficam links com vídeos exemplificativos dos processos descritos
 
 
 


 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A Comissão Europeia mais uma vez permeável aos lobbies de gigantes como a Monsanto pretende tornar lei aquilo que em baixo está descrito e traduzido.
De uma forma resumida pretende que o povo abdique do seu direito a poder semear as suas próprias sementes, variedades selecionadas e adaptadas a cada região transportando e preservando em si as cambiantes genéticas de cada lugar da terra, ou seja a biodiversidade, substituindo essas mesmas sementes por variedades aprovadas previamente pelos gigantes do negocio das sementes, variedades Geneticamente Modificadas e sendo essas e só essas as encontradas num espaço de poucos anos. Se ainda não entendeu eu explico de outra forma: Aquelas sementes que guarda em casa, da salsa, dos coentros, dos tomates passam a ser proibidas e você tem de ir comprar as que são legais. Parece anedótico não é? mas é isso que está a tentar tornar-se lei.
Se concorda comigo tente assinar uma das muitas petições online para por fim a esta loucura coletiva 
 
 
 
EC published the new version of the Law of the seeds. The proposal was approved and goes to the EU Parliament. All farmers and ORGs have to sign up and are subject to several obligations, like maintaining a register of all persons who receive seeds and those seeds yield. It’s illegal to register traditional seed varieties that were not in the market before the new law. Also, traditional varieties are registered attached to a "region of origin" and can only be produced there. The new law regulates much more than necessary to ensure a healthy supply of seeds, creates impossible barriers for all involved in seeds preservation, reduces farmers and consumers choice and gives absolute control over the production of seeds to the E. Commission. Civil society continues to reject this law and wants out of its scope the varieties of open pollinated seeds and those without intellectual property rights, as well as seeds harvested by farmers.
 
Tradução
A CE publicou a nova versão da Lei das sementes. A proposta foi aprovada e vai para o Parlamento Europeu. Todos os agricultores e organizações teem que se inscrever e estão sujeitos a várias obrigações, tais como a manutenção de um registo de todas as pessoas que recebem sementes e as sementes colhidas. É ilegal registar variedades tradicionais (autóctones) de sementes que não estivessem no mercado antes da nova lei. Além disso, as variedades tradicionais são registradas, com ligação a uma "região de origem", e só podem ser produzidas aí. A nova lei regula muito mais do que o necessário para garantir uma fonte saudável de sementes, cria barreiras impossíveis para todos os envolvidos na conservação de sementes, reduz a possibilidade de escolha a agricultores e consumidores e dá controle absoluto sobre a produção de sementes para a Comissão Europeia. A sociedade civil continua a rejeitar esta lei que quer tirar do seu âmbito, as variedades de sementes de polinização aberta e os que sem qualquer direito de propriedade intelectual, querem regular as sementes produzidas e recolhidas pelos agricultores.

domingo, 6 de outubro de 2013

Criação de associação de apicultores

Procuro apicultores do concelho de Ferreira do Alentejo ou limitrofes para criação de organização de apicultores.
Contatar pelo email apialentejo@gmail.com

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Sempre pertinente - Rotulagem dos alimentos

Rotulagem de Alimentos:
O rótulo é o "Bilhete de Identidade" de um produto, por isso, para além da função publicitária, o rótulo deve ser fundamentalmente um meio de informação que facilita ao consumidor uma escolha adequada e uma actuação correcta na conservação e consumo do produto.

Assim, as indicações devem ser completas, verdadeiras e esclarecedoras quanto à composição, qualidade, quantidade, validade ou demais características que entrem na composição do produto.


O que é a rotulagem?

Conjunto de menções e indicações, inclusive imagem e marca de fabrico ou de comércio, respeitantes ao produto alimentar que figuram sobre a embalagem em rótulo, etiqueta, cinta, gargantilha, letreiro de documento, acompanhando ou referindo-se ao respectivo produto.


É obrigatório que o rótulo contenha:

  • Denominação de venda - Designação do produto pelo seu nome (bolacha, carne, gelado, ovos, etc.). Não pode ser dissimulada, encoberta ou substituída por marca de comércio ou designação de fantasia. Sempre que o consumidor possa ser induzido em erro, a denominação de venda deve incluir indicação do estado físico do produto ou do tratamento específico a que foi submetido (fumado, concentrado, reconstituído, congelado, liofilizado, etc.);

  • A lista de ingredientes e aditivos elaborada por ordem decrescente das quantidades;

  • Quantidade líquida ou quantidade de produto contido na embalagem expresso em volume (litro) ou em massa (quilograma);

  • Data de durabilidade mínima ou data limite de consumo, ou seja, a data até à qual o produto alimentar conserva as suas propriedades específicas nas condições de conservação apropriadas. A data de durabilidade mínima deve constar sempre na embalagem e ter a seguinte designação: "consumir de preferência antes de " A data limite de consumo também é obrigatória e é representada pela inscrição: "Consumir até ". Nos produtos que duram menos de 3 meses: o mês e o dia. Nos produtos que duram entre 3 e 18 meses: o ano e o mês. Nos produtos que duram mais de 18 meses: o ano;

  • Condições especiais de conservação, utilização e modo de emprego. Quando os produtos careçam de especiais cuidados de conservação ou utilização e o seu modo apropriado exija indicações especiais;

  • Região de origem quando a sua omissão seja susceptível de induzir o comprador em erro quanto à real origem do produto (exemplo: vinho do Porto, pão de Mafra);

  • Indicação que permita identificar o lote ao qual pertence o alimento. Nome, firma ou denominação social e morada do produtor, importador ou armazenista, retalhista ou outro vendedor, conforme a entidade responsável pelo lançamento do produto no mercado.

Estão isentos:

  • Da indicação da data de durabilidade mínima:

    • Açúcar;

    • Vinho;

    • Frutos e hortícolas frescos;

    • Sal;

    • Vinagre;

    • Bolos de pastelaria;

    • Gelados, etc.

  • Da indicação da quantidade líquida:

    • Os produtos vendidos à peça ou pesados à vista do comprador e sujeitos a perdas consideráveis da sua massa ou volume. Exemplo: alguns tipos de queijo e fruta;

    • Os produtos cuja quantidade líquida é inferior a 5g ou 5ml, com excepção das especiarias e das plantas aromáticas;

    • Os produtos habitualmente vendidos por números de unidades, desde que esse número possa facilmente ser contado do exterior ou indicado no respectivo rótulo. Exemplo: ovos.

É obrigatório que o rótulo seja:

  • Escrito em Português ou, sendo noutra língua, totalmente traduzido. Exceptua-se a denominação de venda quando se possa traduzir ou seja internacionalmente consagrada;

  • Escrito em caracteres indeléveis facilmente visíveis e legíveis, em local de evidência e redigidos em termos concretos, claros e precisos, não podendo ser dissimulados ou separados por outras menções ou imagens




(*) Fonte: Portal do Cidadão

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Vespa velutina (asiática)

Infelizmente o motivo que me faz vir aqui hoje é da maior gravidade.

Por constatação pessoal tenho de informar que a vespa velutina já se encontra no litoral alentejano, mais concretamente na zona do Cercal do Alentejo.

Confirmei por visualização pessoal uma delas cercando colmeias.

Diz o dono do apiário que já há vários dias tem vindo a verificar a presença destes "vespões" que nunca tinha visto por lá.

Esta informação reveste-se da maior gravidade visto que todos os relatos de avistamentos de certa forma estavam confinados ao norte de Portugal e sobretudo à zona de Viana do castelo.

Resta a quem começar a sofrer desta praga que tente localizar os ninhos e informar a Proteção Civil da localização dos mesmos.


Felizmente esta informação que aqui prestei foi errada, esta informação era fruto de um avistamento e quando foram feitas capturas verificou-se que era !

Depois de algumas capturas a vespa em causa não era a Velutina mas sim a Crabro.

A vespa Crabro é autóctone e a abelha melífera sabe conviver com ela coisa que acontece penso que há milhares de anos.

No entanto e em caso de qualquer duvida sobre a identificação de alguma vespa capturada, peço que sejam tiradas fotos da mesma e que as enviem para este email. Para melhor referência, porque muitas vezes pela foto não se consegue perceber dimensões, coloquem uma moeda ao lado da vespa porque assim já dá pontos de referência.